Links

Glossário

Altcoin: o termo altcoin é normalmente usado para se referir a todas as criptomoedas que não sejam o Bitcoin (BTC).
AML (Anti-Money Laundering): antilavagem de dinheiro para criptomoedas refere-se às leis, regras e políticas para impedir que criminosos transformem criptomoedas obtidas ilegalmente em dinheiro "limpo".
AMM (Automated Market Maker): o papel de um formador de mercado no sistema financeiro tradicional é criar as condições para que um comprador e um vendedor negociem moedas, ações ou commodities ao melhor preço. Os AMMs substituem o formador de mercado tradicional por um algoritmo e permitem que grupos de pessoas assumam o papel de formador de mercado, contribuindo com liquidez para uma pool e ganhando taxas nas negociações feitas entre um comprador e um vendedor.
ATH (All Time High): o maior valor histórico alcançado por um ativo. Quando alguém diz que a ATH do Bitcoin foi de US$ 67 mil, este é o valor mais alto que o Bitcoin já atingiu em sua história.
ASIC (Application Specific Integrated Circuit): computadores especializados em cálculos complexos, voltados para a mineração de criptomoedas. Em linhas gerais, cada algoritmo de criptografia exige um maquinário diferenciado.
Assinatura Digital (Digital Signature): uma assinatura digital é uma sequência de texto criptografada e gerada matematicamente, criada como resultado da combinação de uma solicitação de transação com a chave privada do remetente. Semelhante às assinaturas físicas, as assinaturas digitais oferecem segurança ao vincular uma pessoa ou entidade ao conteúdo da transação.
Bagholder: é um investidor que continua segurando sua bolsa de moedas ou tokens que diminuíram significativamente de valor. As moedas mantidas pelos bagholders são vistas como inúteis ou estão em uma espiral descendente em direção a (ou perto de) $0.
Baleia (Whale): uma baleia é definida como uma pessoa ou organização que possui grande quantidade de tokens/moedas de uma determinada criptomoeda. A quantidade de criptomoedas em propriedade das baleias geralmente é suficiente para afetar o mercado, dando-lhes a capacidade de manipular os preços. As baleias são assim nomeadas em homenagem ao mamífero marinho, devido ao seu enorme tamanho em comparação com outras criaturas marinhas, como peixes ou sardinhas.
Bear market: mercado dos ursos é o termo utilizado para definir os mercados com tendência frequente de queda.
Bearish: quando um investidor está com um sentimento negativo, ele acredita que a tendência é “bearish”, ou seja, negativa.
Bitcoin (BTC): com maiúsculas, é usado para descrever a rede, incluindo seu projeto de desenvolvimento e a comunidade de entusiastas.
bitcoin: em minúsculas, é usado para descrever a moeda e a unidade de conta da rede Bitcoin.
Bitcoin Cash (BCH): criptomoeda resultante da fork mais conhecida do Bitcoin (BTC). Foi criada buscando facilitar a realização de pagamentos através de uma maior capacidade de transações.
Blockchain: é o registro e a cronologia completa de um sistema, que mostra como os ativos ou informações foram transferidos de um endereço para outro ao longo do tempo. Uma analogia seria entender a transação como uma única linha em uma transação, um bloco como uma página dos 10 últimos minutos e a blockchain como o registro completo.
Bloco: quando um número suficiente de transações for validado entre os nós de uma rede, essas transações são registradas criptograficamente em um “bloco”. Esse bloco torna-se a base para o bloco seguinte, formando uma cadeia, que chamamos de blockchain.
Bloco Gênesis (Genesis Block): primeiro bloco em uma blockchain, o Bloco Gênesis tem um valor de altura zero e, portanto, está diretamente vinculado a todos os blocos subsequentes. O bloco imediatamente subsequente ao bloco Gênesis tem um valor de altura 1, o próximo 2, e assim por diante.
Bull market: é utilizado para definir mercados em alta (altista).
Bullish: quando um investidor está com um sentimento positivo, diz-se que a tendência é “bullish”.
Burn: a queima de moedas ou tokens é o processo de mover moedas para um endereço público, onde as chaves privadas não podem ser obtidas, tornando as moedas impossíveis de serem gastas. Os usuários removem tokens de circulação para que o número de moedas em uso seja reduzido. Os tokens são enviados para um endereço de carteira que não pode ser usado para transações além do recebimento das moedas.
Camada 0 (Layer 0): a camada 0 (zero) fornece à blockchain uma facilidade de interoperabilidade de comunicação cross-chain, ou seja, entre diferentes camadas.
Camada 1 (Layer 1): sob essa camada, a rede blockchain é mantida de forma funcional. Também é chamada de "Camada de Implementação". Exemplos de blockchain de Camada 1 são Bitcoin, Ethereum, Cardano, Ripple etc.
Camada 2 (Layer 2): a 2ª Camada é a camada de solução dos problemas de dimensionamento da Camada 1. Ela age no processamento das solicitações de transações de forma off chain e as envia em grupos maiores para a rede de Camada 1 de uma só vez. Atualmente, o setor de tecnologias de Camada 2 é bastante promissor.
Camada 3 (Layer 3): também chamada de “Camada de Aplicativos”, ela é composta por aplicações descentralizadas (dApps), que se desenvolvem em cima de soluções de primeira e segunda camada.
Carteira (Wallet): mecanismo para armazenar a seed, chave-mestra que consegue gerar diversos endereços para envio e recebimento de criptomoedas. Conhecida como wallet, pode existir no formato físico ou 100% digital, através de programas e apps.
CBDC: moeda digital emitida por Bancos Centrais de governos. O emissor e controlador possui total liberdade para mudar regras de emissão, congelar e reverter transações e, até mesmo, banir determinados endereços.
CEX (Exchanges Centralizadas): são organizações que coordenam o comércio de criptomoedas em larga escala, usando um modelo de negócios semelhante às corretoras do mercado tradicional, como as bolsas de valores. Os CEXs geralmente oferecem serviços complementares, como a custódia de criptomoedas, e exigem que os usuários depositem suas criptomoedas na corretora antes que a negociação possa acontecer.
Chaves Digitais: é um par de chaves (uma pública e uma privada) matematicamente relacionadas e criadas através de um Algoritmo de Assinatura Digital de Curva Elíptica (ECDSA).
Chave Privada (PrivKey): é, essencialmente, uma sequência alfanumérica gerada aleatoriamente que deve ser mantida em segredo, pois garante posse. É usada para gerar assinaturas digitais e confirmar a propriedade, autorizando a transferência de ativos. Enquanto a chave privada é equivalente à senha de banco, a chave pública pode ser divulgada para que os demais realizem depósitos. A carteira (wallet) faz o trabalho de armazenar essas chaves de forma segura.
Chave pública (Pubkey): é gerada a partir da chave privada, usando o processo de multiplicação por curva elíptica. No processo de receber ou transferir fundos, a chave pública é representada pelo endereço da carteira.
Cold Wallet: carteira (wallet) que não está conectada à internet, porém é capaz de custodiar (guardar) as chaves das respectivas moedas na blockchain. Pode ser um pen-drive, um dispositivo digital físico (Ledger, Coldcard, Trezor) ou, até mesmo, uma folha de papel com a seed (chave-mestra) anotada.
Consenso: o consenso é o processo pelo qual as transações são confirmadas por todos os nodes, alcançando, assim, a validade. Alcançar o consenso é um componente crítico das transações de criptomoedas, pois esse é um dos elementos fundamentais da descentralização e da tecnologia blockchain. O consenso é usado para chegar a um acordo sobre os vários aspectos de uma transação digital, garantindo, assim, a credibilidade da rede. Ele é alcançado por vários tipos de mecanismos conhecidos como algoritmos de consenso que funcionam por diferentes princípios operacionais. Os dois tipos mais comuns de algoritmos de consenso são o Proof-of-Work (POW) e o Proof-of-Stake (POS).
Criptografia: técnica baseada em matemática para proteger dados e impedir que pessoas não autorizadas tenham acesso a informações privadas. O algoritmo SHA-256 é o padrão da indústria, utilizado por governos, bancos e sistemas de armazenamento em nuvem.
Criptoativo: ao contrário das criptomoedas, criptoativos não possuem blockchain própria. São conhecidos como ativos digitais, porém protegidos pela criptografia e segurança de alguma criptomoeda existente. Podem ser utilizados para a representação digital de um ativo real, por exemplo, um Título Precatório ou, até mesmo, um imóvel.
Criptomoeda: categoria especial de ativo digital criptografado, em sua maioria baseada na tecnologia blockchain. Tem como uma de suas funções ser um bem que pode ser transacionado e transferido, inclusive atuando como reserva de valor.
Cunhagem (Minting): cunhagem é o processo de criar ou produzir algo novo em uma blockchain. Quando você cunha algo, na verdade está validando informações e criando um novo bloco para representar essas informações. O ativo cunhado é, então, registrado permanentemente na blockchain. Algumas das coisas que podem ser cunhadas incluem criptomoedas e NFTs.
Custódia: ação de guardar, assegurando que um ativo está protegido. A custódia pode ser feita tanto por empresas quanto por pessoas. No caso de criptoativos, o detentor das chaves privadas é considerado o custodiante dos saldos em cada endereço.
DAO (Organização Autônoma Descentralizada): uma DAO é um tipo de organização na blockchain cujas regras são automatizadas, utilizando-se contratos inteligentes. Os membros não precisam divulgar suas identidades e gerenciam as operações por meio de consenso em tempo real. As decisões da DAO são tomadas através de um sistema de votação on-chain.
dApp (Aplicativo Descentralizado): um dApp é definido como um software de código aberto que opera, principalmente, usando a tecnologia blockchain. Ou seja, em vez de ter seu código de backend executado em servidores centralizados, seu código é executado em uma rede descentralizada.
DeFi (Finanças Descentralizadas): refere-se a qualquer sistema financeiro que opere na tecnologia blockchain. Ao usar redes descentralizadas, os sistemas DeFi podem facilmente transformar serviços financeiros tradicionais, como serviços de bancos, financiamentos e empréstimos, em redes transparentes e não permissionadas que podem ser executadas sem intermediários.
DEX (Exchange Descentralizada): uma DEX é um tipo de exchange onde as negociações são feitas diretamente entre usuários (ponto a ponto). Esse tipo de operação contrasta com as exchanges convencionais, nas quais as funções principais da exchange são conduzidas de maneira centralizada por um terceiro ou por uma autoridade confiável.
Endereço: é um identificador único para o destino de um pagamento, gerado a partir de uma chave pública, pela aplicação do SHA-256 e RIPEMD-160 (que serão explicados mais adiante), em série. O resultado é uma sequência alfanumérica codificada na Base50, ou seja, possuindo 58 caracteres.
ERC-20: o nome formal do ERC é Ethereum Request for Comment e segue o número de atribuição do padrão. ERC-20 é o protocolo padrão para tokens na Ethereum. Ele define o conjunto de regras que todos os tokens Ethereum devem seguir, permitindo, assim, que os desenvolvedores prevejam com precisão como os tokens recém criados funcionarão dentro da blockchain.
ERC-721: é um protocolo baseado em Ethereum para representar tokens não fungíveis (NFTs). Ou seja, esse protocolo é usado para cada token, sendo único e possuindo um valor distinto.
ERC-1155: é um padrão de token que visa tirar o melhor dos padrões anteriores para criar um contrato de token agnóstico de fungibilidade (o que significa que abrange tokens fungíveis e não fungíveis) e com eficiência de gás. A característica distintiva do ERC-1155 é que ele usa um único contrato inteligente para representar vários tokens de uma só vez.
Ether (ETH): o token oficial da rede Ethereum.
Ethereum: é uma rede de código aberto que utiliza a tecnologia blockchain, permitindo que os desenvolvedores criem e implementem contratos inteligentes, tokens e aplicativos/softwares descentralizados (dApps).
EVM (Ethereum Virtual Machine): é um mecanismo de computação que funciona como um computador descentralizado que possui milhões de projetos executáveis. Ele atua como uma máquina virtual, que é a base de toda a estrutura operacional da Ethereum. É considerada a parte da Ethereum que aciona a execução e a implantação de contratos inteligentes.
Exchange (corretoras): plataformas que permitem a negociação de ativos.
Faucet (Torneira): um faucet é um sistema de distribuição de pequenas quantidades de criptomoedas criado para facilitar o acesso a usuários em uma nova rede ou a redes de testes. As torneiras são assim chamadas, pois geralmente "pingam" quantidades fracionárias de criptomoedas. Esses sistemas vêm na forma de sites ou aplicativos móveis e normalmente exigem que os usuários se registrem com seu endereço público.
Fees: taxa cobrada quando uma transação é registrada em uma blockchain pelos mineradores ou validadores. Também pode ser utilizada no caso das taxas de corretagem.
FOMO: acrônimo de “Fear Of Missing Out”, ou medo de ficar de fora. Em criptomoeda, FOMO é uma resposta emocional que ocorre devido ao medo de perder os ganhos potenciais de uma moeda ou token em ascensão. O FOMO geralmente resulta em compras impulsivas e péssimas tomadas de decisão.
Fork: bifurcação de uma blockchain gerada a partir do registro histórico original. Com ela, passam a existir duas blockchains simultâneas e independentes. Um exemplo de fork é o ocorrido na rede Ethereum (ETH), que foi dividida entre Ethereum e Ethereum Classic (ETC).
Fiat: moeda fiduciária, ou seja, que não é lastreada ou garantida por nada. Emitida por governos e Bancos Centrais, seu valor é baseado na confiança que as pessoas têm no emissor do título. Inclui depósitos bancários, CDB, títulos de crédito e dinheiro de papel.
FUD: acrônimo de “Fear, Uncertainty and Doubt”, ou Medo, Incerteza e Dúvida. Termo usado para definir o estado de espírito causado por notícias negativas, sejam elas verdadeiras ou baseadas em rumores que geram vendas impulsivas pelos investidores.
GameFi: é uma combinação de videogame (Gaming) e finanças descentralizadas (DeFi). O conceito de GameFi se baseia na interseção da tecnologia blockchain, jogos e várias formas de produtos financeiros descentralizados, como tokens não fungíveis (NFTs), yield farming, empréstimos e stablecoins algorítmicas etc.
Gás: é o nome dado à taxa paga aos validadores para eles inserirem sua solicitação de transação no novo bloco da blockchain.
Gasto Duplo: é uma falha potencial na blockchain, onde a mesma moeda (ou token) é gasta duas vezes. Por esse motivo, as exchanges costumam exigir três ou mais confirmações dos mineradores e validadores antes de liberarem o crédito.
GWEI: é uma unidade de Ether geralmente usada para apontar o preço das unidades de gás. Exemplo: 1 Ether = 1.000.000.000 Gwei. O custo das unidades de gás em Gwei geralmente pode ser ajustado pelos usuários que tentam fazer transações.
Halving: evento que reduz pela metade a recompensa dos mineradores, por blocos minerados. No Bitcoin, o halving ocorre a cada 210 mil blocos, a cada quatro anos, aproximadamente. A remuneração atual é de 6,25 BTC por cada bloco encontrado.
Hard Fork: alteração no protocolo que torna ele incompatível com as versões anteriores. Os nodes (nós) não atualizados passam a recusar as transações posteriores a esse fork. Um exemplo de hard fork do Bitcoin é o Bitcoin Cash (BCH).
Hardware wallet: a carteira de hardware obtém sua segurança pelo fato de que as chaves privadas dos usuários são armazenadas em uma área protegida do microcontrolador e não podem ser extraídas como texto simples. Além disso, a carteira de hardware funciona offline, o que significa que as chaves privadas nunca são expostas a possíveis hackers.
Hash: código de saída, único e alfanumérico, obtido na aplicação de um algoritmo. Essa função hash pega uma sequência de entrada (um texto grande ou arquivo digital) e cria um código de validação, que permite saber se a mesma foi alterada.
Hash Rate: taxa de processamento da rede, ou seja, a capacidade dos mineradores para encontrarem a solução da equação (hash) em determinado intervalo de tempo, usualmente medido em segundos.
HODL (ou HOLD): utilizado no mundo das criptomoedas para o “buy and hold”, uma estratégia de comprar e manter, típica de investidores de longo prazo. “HODL” surgiu de um erro de digitação da palavra “HOLD”, “segurar”, por um usuário do fórum Bitcointalk, em 2013.
Hot Wallet: carteira que está conectada à internet. Permite usabilidade mais ágil, por não precisar de dispositivos adicionais. São consideradas menos seguras que as cold wallets, pela facilidade de invasão e hacks.
ID de Transação (TXID): é um código exclusivo usado para identificar transações de criptomoedas. Consiste em uma string alfanumérica (letras e números aleatórios) que funciona como um número de identificação para a transação. Todas as transações de criptomoedas recebem um TXID que pode ser visto por qualquer pessoa que esteja visualizando a blockchain.
ICO: é um acrônimo para Initial Coin Offering. Uma ICO é uma oferta inicial de moedas, uma forma de captação de recursos usada por novos projetos blockchain, na qual a empresa vende uma porcentagem da criptomoeda do projeto para os primeiros apoiadores em troca de fundos. O dinheiro arrecadado pela ICO é usado para financiar o desenvolvimento do projeto.
KYC: acrônimo de “Know Your Customer” ou, em português, “conheça o seu cliente”. Organizações centralizadas exigem que o usuário apresente documentação, validando a sua identidade, o que dificulta fraudes e lavagem de dinheiro.
Lambo: é uma forma abreviada da palavra Lamborghini. Lambo é usado de brincadeira nas mídias sociais como uma medida do sucesso no mundo das criptomoedas. Geralmente aparece na frase “When Lambo?”, ou seja, quando o preço de uma criptomoeda aumentará a ponto de o detentor da moeda poder comprar um Lamborghini.
Lightning Network: sistema descentralizado de micropagamentos em Bitcoin que roda em uma camada secundária da blockchain. Existe um certo “trabalho” para converter BTC em Lightning-BTC e vice-versa, mas uma vez dentro da rede as transações são instantâneas e quase sem taxas.
Mecanismo de consenso: também conhecido como algoritmo de consenso, é a forma como todos os participantes da blockchain chegam a um acordo sobre determinada transação.
Mempool: abreviação de “Memory Pool”, representa o conjunto de transações que ainda não foram confirmadas em uma blockchain. Toda transação é direcionada para o mempool e aguarda que os mineradores as agreguem na construção dos blocos. Transações com taxa mais alta usualmente são confirmadas primeiro.
Metamask: é uma carteira de software usada para interagir com a blockchain. Ela permite que os usuários acessem sua carteira por meio de uma extensão do navegador ou aplicativo móvel. A carteira Metamask é desenvolvida pela ConsenSys Software Inc., uma empresa de software blockchain com foco em ferramentas e infraestrutura baseadas em Ethereum.
Mineração: processo pelo qual novos blocos são incorporados a uma blockchain Proof-of-Work e as transações são verificadas. É também o mecanismo através do qual são gerados bitcoins e altcoins novinhos em folha. A mineração é executada por indivíduos, chamados de mineradores, que usam seus recursos computacionais para realizar os cálculos necessários para manter e garantir a credibilidade da rede.
Minerador (Miner): é um indivíduo, empresa ou instituição que minera criptomoedas. Em outras palavras, eles usam poder computacional para processar as transações de outras pessoas e adicioná-las à blockchain. São responsáveis por executar a rede blockchain e mantê-la segura, e são recompensados com tokens por seu trabalho.
Moon (Lua): é um termo usado, principalmente nas mídias sociais, para indicar que o preço de uma moeda irá disparar, na maioria das vezes para a máxima de todos os tempos. É popularmente usado nas frases “To the moon!” (Para a lua!) ou “When moon?” (Quando teremos lua?). Mooning, por sua vez, é usado para descrever a ação crescente do preço de uma moeda.
NFT: acrônimo de “Non-Fungible Token” ou “token não fungível”. Solução criada para permitir representar objetos com qualidades únicas na blockchain, por exemplo, o registro de um imóvel ou de uma obra de arte digital.
Nodes: são parte integrante das redes descentralizadas e imprescindíveis para garantir que o sistema permaneça seguro e protegido. Eles executam o software/client necessário e são encarregados, principalmente, de manter uma cópia da blockchain e verificar se as transações estão em conformidade com protocolos específicos.
P2P (Peer-to-Peer): ponto a ponto é um tipo de sistema em que os computadores em uma rede são conectados diretamente uns aos outros através da internet. Esse tipo de sistema permite que arquivos e outros periféricos sejam acessados e compartilhados diretamente de uma pessoa para outra sem a necessidade de um servidor central. Em outras palavras, cada computador na rede ponto a ponto atua tanto como servidor quanto como cliente.
Phishing: é um tipo de engenharia social em que um invasor envia uma mensagem fraudulenta (falsificada, falsa ou enganosa) projetada para induzir uma pessoa a revelar informações confidenciais ao invasor ou implantar software malicioso na infraestrutura da vítima.
Profit (Lucro): é o ganho financeiro, a diferença entre o montante final e o inicial em uma operação.
Proof-of-Stake (PoS): é um tipo de algoritmo pelo qual uma blockchain de criptomoedas atinge o consenso distribuído. O conceito de PoS quer dizer que o criador do próximo bloco (ou seja, grupo de transações validadas) é selecionado com base em critérios específicos, incluindo a quantidade da criptomoeda que eles possuem em staking, ou seja, sua participação, e se essa participação atingiu o mínimo para ser aceita na rede.
Proof-of-Work (PoW): é um tipo de algoritmo de consenso em que uma quantidade significativa de poder de computação é usada para resolver funções matemáticas que mantêm e protegem a blockchain. Os indivíduos que realizam esses cálculos, chamados de mineradores, resolvem problemas lógicos de funções hash por meio de força lógica computacional e um grande número de tentativas. Como recompensa por “provar seu trabalho”, eles recebem a criptomoeda nativa da blockchain e taxas de transação dos usuários.
Pump and dump: a técnica de “inflar e descartar” é uma prática que consiste em inflar artificialmente o preço de um ativo através de declarações e operações falsas, com o objetivo de vender ativos comprados a baixo custo por um preço mais alto.
REKT: gíria americana utilizada para se referir a uma pessoa ou portfólio que sofreu grandes perdas financeiras. Ela tem origem no mundo dos videogames.
Retorno Sobre Investimento (ROI): é definido como uma medida do desempenho esperado de um ativo em termos de ganhos financeiros. O ROI é calculado dividindo-se o retorno de um investimento em criptomoeda específico pelo seu custo inicial, e normalmente é expresso como uma porcentagem.
Sardinhas: são os pequenos investidores do mercado, que estão mais vulneráveis à grande volatilidade (causada pelas baleias). Além disso, as sardinhas podem ser consideradas investidores iniciantes que não estão preparados para a grande oscilação do mercado e que entram em desespero com facilidade.
Satoshis: são os “centavos” do bitcoin. Cada bitcoin é formado por 100 milhões de satoshis (ou sats), segundo a convenção.
Satoshi Nakamoto: pseudônimo da pessoa (ou grupo) que criou o Bitcoin. Atuou no código inicial e sua manutenção por 2 anos. Depois disso desapareceu, permitindo que a rede se mantivesse descentralizada.
Scam: o objetivo principal de uma scam é obter dinheiro de potenciais investidores de forma desonesta. É, essencialmente, um projeto ou token digital criado para enganar as pessoas. Depois que os tokens são emitidos e os fundos levantados, as pessoas por trás de sua criação abandonam o projeto, deixando os detentores dos ativos sem uma maneira de recuperar seu investimento.
Shitcoin: “moeda de merda” é o termo utilizado para descrever algumas altcoins, as moedas alternativas, de forma pejorativa. Na maioria das vezes, é usado para se referir a uma moeda com pouco ou nenhum valor percebido.
Slippage (Derrapagem): é a diferença entre o preço que você definiu para uma ordem e o preço pelo qual a ordem realmente é executada. Geralmente é expressa como uma porcentagem, por exemplo, 0,5%, 1% ou 10%. Pode ser vista como sua tolerância à flutuação de preços, isto é, quanto aumento/diminuição de preço você está disposto a aceitar ao comprar/vender.
Smart Contracts: os contratos digitais programáveis são registrados na blockchain e executados de forma automática, seguindo as regras estabelecidas. É a base dos aplicativos descentralizados, que incluem as exchanges, stablecoins algorítmicas e finanças descentralizadas (DeFi).
Solidity: é um tipo relativamente novo de linguagem de programação, usada para a criação de contratos inteligentes na blockchain Ethereum. Foi inicialmente proposta por Gavin Wood (cofundador e ex-CTO da Ethereum) em agosto de 2014, e lançada oficialmente em 2015.
Soft Fork: mudança no protocolo de uma criptomoeda que a mantém compatível com versões anteriores. A rede continua funcionando mesmo para quem não atualizou seus nodes (nós).
Stablecoin: criptomoeda criada para ter valor estável, usualmente em dólar. Existem modelos que trabalham com um lastro real, ou seja, valores depositados em banco e equivalente, enquanto outros atuam através de balanceamento através de smart contracts.
Taproot: atualização que possibilita ao Bitcoin usar scripts (códigos programáveis) e ter mais privacidade nas transações mais complexas.
Testnet: é uma blockchain alternativa usada para realizar experimentos sem alterar a rede real. Esse termo significa o mesmo que “rede de teste”, portanto, quaisquer alterações feitas na rede não afetam a blockchain principal.
Token: representação digital do valor de um ativo (físico ou digital), usualmente utilizando criptoativos. São um direito digital de um produto ou serviço que possuem função específica no ecossistema de um projeto.
Transação: um registro que informa à rede a transferência de um determinado ativo, entre um endereço e outro.
Transação Coinbase: é a primeira transação dentro de um bloco. Ela recompensa o minerador pelo seu trabalho, gerando moedas novas que nunca foram usadas.
Trezor: uma das principais fabricantes de cold wallets, ao lado da Coldcard e da Ledger.
Validador: indivíduo ou organização responsável por verificar as transações de uma blockchain. Depois de verificadas, as transações são adicionadas ao ledger distribuído. Nos sistemas Proof-of-Work (PoW), como o Bitcoin, os validadores são também chamados de mineradores.
Volatilidade: descreve o valor pelo qual o preço de negociação de uma moeda ou token varia ao longo do tempo. Dito de outra forma, indica a quantidade de incerteza da mudança do valor do ativo. Quanto maior o intervalo (ou spread) do preço, maior a volatilidade da criptomoeda.
WAGMI (We're All Gonna Make It): frequentemente usado no contexto de todos se unirem e terem sucesso ao investir em um token ou projeto de criptomoedas.
Web 3.0: representa a próxima iteração ou fase da evolução da web/internet. A Web 3.0 é construída sobre os conceitos centrais de descentralização, abertura e maior utilidade do usuário. Com a Web 3.0, os dados gerados por recursos de computação cada vez mais poderosos, incluindo telefones celulares, desktops, aparelhos eletrônicos, veículos e sensores, serão utilizados pelos usuários por meio de redes de dados descentralizadas, garantindo que os usuários mantenham o controle de propriedade. Além da descentralização e de ser baseada em software de código aberto, a Web 3.0 também será um sistema de necessidade mínima de confiança (ou seja, a rede permitirá que os participantes interajam diretamente sem passar por um intermediário confiável) e não permissionada (o que significa que qualquer pessoa pode participar da rede, sem autorização de um órgão governamental). Como resultado, os aplicativos da Web 3.0 serão executados em blockchains ou redes ponto a ponto (P2P) descentralizadas, ou uma combinação delas - esses aplicativos descentralizados são chamados de dApps.
Whitepaper: é um documento preparado pelos desenvolvedores de um projeto descrevendo os detalhes de desenvolvimento desse projeto. Ele contém informações essenciais, como objetivos, roteiros, membros da equipe e consultores. O objetivo principal do whitepaper é educar, comercializar e criar​​ interesse para potenciais investidores. Ao contrário do material de marketing convencional, um whitepaper é um documento educacional e informativo.
Withdraw: ato de sacar, ou retirar a liquidez de um token ou protocolo.
Yield farming: Yield farming é um dispositivo de finanças descentralizadas que envolve o bloqueio de criptomoedas em contratos inteligentes para formação de pools de liquidez em troca de juros e outras recompensas.
O primeiro mergulho no mundo da Web3. Como as criptomoedas, NFTs e metaverso irão mudar
as nossas vidas.
Primeira edição, Novembro de 2022.
Autor: João Kamradt
Colaboração: André Castelo, Henrique Ayello, Matheus Bonifácio e Rafael Lima.
Editora: W3Books
Revisão: Diane Southier
Capa: Polvo.lab
Licença: Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional (CC BY-NC-SA 4.0)
Assuntos: 1. Criptomoedas 2. Tokens e NFTs 3. Blockchain 4. Metaverso 5. Web3
Publicado em: https://viden.ventures/livro